segunda-feira, 2 de março de 2009

A Honra do Pastoreio

Observo, nestes últimos anos que tenho exercido o ministério pastoral, que o primeiro sujeito a ser influenciado no campo é o próprio pastor. O sermão deve tocar-lhe o coração. A mensagem do domingo tem o seu ponto de partida na vida do pastor. Ele é o primeiro a ser moldado. Logicamente, isso pode gerar no interior do servo de Deus algumas indisposições, como: a) encarar a família que observa as "atitudes" do dia-a-dia; b) conscientizar-se de que aqueles irmãos mais chegados nos observam também; c) modificar os hábitos para a glória de Deus - isso não é fácil; d) conflitos emocionais; e) questionamentos pessoais sobre a fé; f) dar de frente com a realidade do quanto precisamos aprender mais. Existem outros fatos a notificar, porém o pastor que deseja se envolver de "corpo e alma" no ministério pagará o preço da "conversão gradual", ou seja, as pessoas notaram que o sujeito que sobe no púlpito é gente comum que vive debaixo da graça de Deus. Os pastores do dia-a-dia da Igreja não são aqueles "super-pastores" que possuem programas na rede televisão. Eles convivem com a Igreja, sofrem com as ovelhas, se alegram com elas, oram por elas, se esforçam para ajudá-las trazendo a orientação bíblica necessária para fazê-las capazes de enfrentarem a vida e serem vencedoras. Por isso, é uma honra estar no pastoreio, porém há um preço, às vezes muito caro que os escolhidos para este ministério pagam. Somos plenamente carentes das orações dos irmãos da Igreja. Necessitamos também de aconselhamento. Somos pessoas comuns que se ofereceram para servir Aquele que nos chamou para cuidar de Sua obra. Que Ele tenha sempre misericórdia e nos dê toda a sabedoria e ânimo para continuarmos e que nada nos impeça neste serviço honroso de prosperarmos para a glória de Deus. Que o Espírito Santo nos guie, em nome de Jesus.

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